.24 de abril de 2018

Marília de Dirceu - Tomás Antônio Gonzaga


Já deu para perceber, pelo enorme número de zero resenhas, que eu não leio muito poemas... Resolvi mudar isso a partir desse ano e comecei com o quase autobiográfico Marília de Dirceu de Tomás Antônio Gonzaga, autor conhecido de minhas aulas de Literatura. 
Quando falamos de livros clássicos é importante mostrar o contexto histórico-cultural da época na qual eles foram escritos para tentar nos aproximar da realidade encontrada neles e com Marília de Dirceu isso não poderia ser diferente. 
No século XVIII (anos de 1700) a extração de ouro e pedras preciosas no Brasil era muito importante e enriquecia tanto Portugal quando a colônia, possibilitando a muitas famílias enviarem seus filhos (homens, é claro...) a Europa para estudar, pois ainda não havia universidades em nosso país. Esses jovens voltavam com ideias revolucionárias de liberdade, culto a natureza e lógica greco-romana, culminando, nas artes, a criação do Arcadismo ou Neo-classicismo e, na política, a Inconfidência Mineira, movimento contra a coroa portuguesa que, como sabemos, não deu nada certo... 
Tomás Antônio Gonzaga foi um dos intelectuais a participar da revolta e a ser preso e exilado na África. Durante o cárcere ele começa a escrita de seu livro mais famoso, enaltecendo seu amor por Marília, a bela, usando o pseudônimo de Dirceu, mas percebemos a cada verso o tom autobiográfico da obra. 
Dividido em três partes, Marília de Dirceu traz diversas liras (poemas cantados) e alguns sonetos. Na primeira parte, vemos um tom bem bucólico, cheio de beleza, amor, esperança e muitas referências à mitologia grega e a idealização da mulher, algo já esperado do Arcadismo; A segunda parte, no entanto, é repleta de desespero, amargura, dor e saudade, ainda há a representação do amor por Marília, contudo, sempre pontuado por alguma sentença deprimida; A terceira apenas complementa as outras duas. É perceptível como na primeira parte, apesar de preso, o autor não parecia preocupado com uma possível punição, contudo, a partir da segunda, o tom muda tão drasticamente, a melancolia e desesperança imperam deixando todo aquele clima bucólico bem sombrio. 
Gostei da experiência de leitura, mesmo sendo algumas liras bem repetitivas e várias, quase todas da primeira parte, verdade seja dita, serem machistas, algo muito chato, mas compreensível pelo período histórico. Indico Marília de Dirceu a todos que gostem de ler poesia e/ou de livros clássicos  e gostem, como eu, de analisar outros prismas de uma mesma realidade, pois aqui o autor mostra bastante sua insatisfação com o final nada favorável da Inconfidência Mineira, sem citá-la, um banquete de intertextualidade, sem dúvidas. 

.21 de abril de 2018

[FILME] - Estrelas Além do Tempo

Fiquei interessada por essa produção desde as primeiras divulgações, contudo o ano passado foi bem corrido no trabalho e não pude assisti-la. Esse ano, felizmente, consegui e só posso adiantar ser esta uma das histórias mais inspiradoras que tive contato até hoje. 


Estrelas Além do Tempo se passa no interior dos E.U.A. durante um momento crucial da Guerra Fria: A Corrida Espacial; Acompanhamos a trajetória de três mulheres negras, matemáticas e funcionárias da NASA: Katherine Johnson, Dorothy Vaughn e Mary Jackson. Cada uma delas tem uma história de vida marcada pela inteligência acima da média e pelo racismo.
Caso vocês não saibam, na década de 60, os computadores ainda estavam surgindo no mercado, logo, quem fazia os difíceis cálculos matemáticos que possibilitaram a participação dos americanos na Corrida Espacial? AS MULHERES. Isso mesmo. Elas eram "computadores".


Infelizmente, a segregação racial ainda era uma realidade muito comum. As mulheres eram divididas em dois grupos, o das brancas, em escritórios amplos, bem equipados e arejados e o das negras, apertadas em um espaço diminuto  no subsolo em um prédio bem distante do principal onde ficavam os cientistas e engenheiros. 
Dorothy Vaughn organiza a equipe, mas não é reconhecida por isso e vê na chegada da IBM uma concorrência desleal e instigante... Mary Jackson decide deixar de ser apenas um "computador" para tornar-se engenheira. Para isso, precisará lutar por algo até então impossível para um negro e ainda mais difícil para uma mulher negra: estudar em uma escola para brancos. E Katherine Johnson é "apenas" a pessoas responsável por TODOS os cálculos que levaram os americanos para o Espaço. 


Já deu para perceber o empoderamento desse filme, né? A única coisa incômoda é mesmo o racismo mostrado de modo bem realista na trama. É muito revoltante ver Katherine todos os dias demorando 40 minutos indo e voltando do banheiro, pois o prédio onde trabalha (o principal) não tem banheiros "para negros". Situação absurda e detestável. Não acreditei quando vi em algumas resenhas as pessoas dizendo terem rido dessa situação, ou terem achado "maçante". Lógico que foi maçante para você que nunca precisou passar por isso! Mais empatia, por favor! 
Estrelas Além do Tempo é baseado na história real dessas três mulheres incríveis e deve ser assistido por todos, principalmente, para quem está passando por algum momento difícil. Persista, lute e conquiste seus objetivos. Essa é a mensagem do filme de hoje. 


.18 de abril de 2018

Assim Falou Zaratustra - Friedrich Nietzsche


    Muito ouvir falar a respeito dos textos de Nietzsche e do Niilismo, mas nunca tivera um contato real e como não sou lá grande fã de ler Filosofia... (verdade seja dita, nunca empenhei-me de fato nisso!) Resolvi ler Assim Falou Zaratustra para ter uma noção um pouco melhor acerca do pensamento desse autor.
   Nesse livro, vemos uma síntese metafórica dos pensamentos de seu autor e temos toda a sua crítica ao homem, à modernidade, à religião etc sendo analisada através da fala da personagem Zaratustra, uma referência direta a Zoroastro, figura história percursora do conceito de luta do Bem contra o Mal, que em seu texto vai totalmente contra tudo isso, pois o Niilismo nega esses valores.
    Assim Falou Zaratustra começa com Zaratustra deixando sua vida ermitã para caminhar entre os homens e ao longo de suas andanças pelo mundo encontra diversas pessoas e situações que exemplificam seu pensamento e introduzem conceitos niilistas como super-homem, a morte de Deus, a liberdade e vários outros.
   Como salientei no começo, não entendo muito de Filosofia, (estou sendo bem boazinha comigo mesma aqui...) logo, durante a leitura deparei-me com essas questões supracitadas e confundi-me bastante; Preciso ressaltar que minha edição da Companhia das Letras com posfácio de Paulo César de Souza é ótima e as notas ajudaram-me muito, porém necessitei de mais informações, pesquisei um pouco e encontrei um vídeo do programa Café Filosófico no qual a filosofa e poetisa Viviane Mosé nos explica ser o "super-homem" alguém que se supera; "a morte de Deus" ser nada mais nada mesmo do que a procura pela Ciência para resolver nossos problemas e não a Religião; e a Liberdade como algo possível, mas advindo da submissão;
   Após essa pequena pesquisa, pude constatar algo já óbvio durante a leitura: Nietzsche é extremamente denso e interessante, no entanto não gostei nada do modo como ele retrata as mulheres e o nosso "papel na sociedade", sinceramente, detestei, então, estou em um impasse.
   Não sei se indico essa obra. É difícil indicar um texto do qual se extraiu pouco e esse pouco ainda foi muito controverso, mas indico o episódio do Café Filosófico porque Viviane Mosé poderá instigar sua vontade de ler esse e outros livros do autor, talvez.
   Deixarei o link do vídeo aqui e espero que esse texto confuso e pouco detalhado tenha sido interessante para você de alguma forma e se você já leu essa ou outras obras de Nietzsche deixe nos comentários sua opinião e o que você aprendeu com elas. 

.15 de abril de 2018

Quincas Borba - Machado de Assis

Há exatamente dez anos atrás eu tive contato pela primeira vez com a literatura machadiana e apaixonei-me. Depois desse primeiro encontro, li todos os outros textos do autor e outros exemplares do Realismo europeu. A nostalgia me fez sentir a necessidade de uma releitura nessa fase adulta da vida e é a respeito dela que falaremos hoje. 


     Quincas Borba é o título deste romance tão adorado por mim na adolescência. A história acontece no final do século XIX e gira em torno de Pedro Rubião, um jovem e medíocre professor de Barbacena, cidadezinha mineira bem pacata, mas com um morador ilustre (só que não): o "filósofo" Quincas Borba, nosso conhecido de Memórias Póstumas de Brás Cubas, Rubião é seu amigo e o ajuda em tudo mesmo recebendo várias caçoadas dos vizinhos, pois visa receber, quem sabe, uma parte da herança quando o amigo morrer. Nota-se ser essa personagem muito mesquinha e interesseira, sem nenhuma grande perspectiva de vida. 
     O "filósofo" tem um cachorro homônimo e adora dissertar a respeito de sua filosofia, o "Humanitismo" (versão satírica de Machado para a Seleção Natural de Darwin e o Cientificismo), na qual explica a normalidade da morte, pois esta sempre beneficia a alguém, sendo o morto, um fraco e os vivos, os sobreviventes; e coroa seu pensamento com a frase célebre "Ao vencedor as batatas!" Algumas semanas depois ele morre e deixa, para surpresa geral, toda a sua fortuna para Rubião, desde que ele nunca se separe do cachorro Quincas Borba. A teoria estava confirmada, certo? 
    Nosso protagonista em posse da herança esquece-se de todo aprendizado e muda-se com o cachorro para a corte, ou seja, o Rio de Janeiro. No caminho, ele conhece o casal Palha, composto por Cristiano, um homem muito ambicioso, e Sofia, uma mulher belíssima e alvo de muitos olhares. Ao chegarem ao Rio, eles decidem ajudar nosso matuto a se adaptar a vida na Corte: gastando muito dinheiro à toa e travando amizades frívolas e interesseiras, incluindo nisso o casal supracitado. 
     Logo no começo dessa "amizade", Rubião declara seu amor a Sofia e é mais ou menos rechaçado, porque tanto ela quanto o marido são muito vaidosos e gostam de encorajar a admiração de todos pela beleza da moça e também o amor de Rubião por ela que lhe garante muitos presentes caros...  Eles adoram "joguinhos", o que para a maioria ao redor deles é bem comum, mas para o nosso matuto, pode ser o catalisador de grandes problemas... 
   Além desse enredo principal, conhecemos também o cotidiano de várias outras personagens. A mais cativante, para mim, foi Fernanda, única criatura "sã"dessa história, mulher altruísta e sempre pronta a ajudar pelo prazer de ver as pessoas bem, e não para inflar seu ego (indo contra as teorias do Humanitismo). Vemos também um retrato fiel da vida no século XIX, afinal, o autor viveu nesse período, ou seja, o modo como as mulheres eram vistas e viviam nessa sociedade é bem estranho e carregado de um machismo latente e de uma ociosidade mórbida bem revoltante. 

Esse é o exemplar do Realismo Machadiano mais linear de todos. Ele nos entrega uma narrativa sem digressões, com começo, meio e fim e com pouquíssimas intervenções do narrador, permitindo-nos uma imersão maior com a história e personagens. Felizmente, Quincas Borba sobreviveu a releitura e continua sendo meu livro favorito de Machado e o recomendo a todos que queiram conhecer esse autor

.12 de abril de 2018

Respondendo a Tag: "10 Perguntas Literárias"

Olá, pessoal!! 
Agora, estou com várias tags legais para responder e essa eu encontrei no canal das queridas Dora e Nanda do blog Toca da Lebre, então, vamos as perguntas: 

1 - Qual a capa mais bonita da sua estante?  


Ah... Eu tenho muitos livros bonitos, gente! Sem zoeira, só compro livros físicos em versões caprichadas. Foi difícil escolher, mas, nesse momento, estou achando a capa de Os Pássaros da editora DarkSide a mais bela de todas... 



2 - Se pudesse trazer um personagem para a realidade, qual seria? 


Uau. Só pergunta difícil nessa tag! O_O Acho que eu traria a Sorcha de A Filha da Floresta, ela é o tipo de pessoa que tem muita coisa para ensinar. 

3 - Se pudesse entrevistar um autor, qual seria? 


Com certeza Diana Wynne Jones!! Acho as histórias dessa mulher maravilhosas e ela inspirou J.K. Rowling e Neil Gaiman, né... 

4 - Um livro que não leria de novo e por quê? 


Hm... Acho que não tenho vontade nenhuma de reler todos os livros de H.G. Wells... Sério, achei muito chaaaaaato, as premissas das histórias são interessantes, mas o estilo do autor é um porre! Pelo menos para mim foi... 

5 - Uma história confusa?



Acho que a história mais confusa que li até hoje foi O Som e a Fúria de Faulkner, precisei ler um mesmo capítulo três vezes para entendê-lo, isso porque já tivera uma aula sobre o livro... hahaha mercúrio em peixes, gente....

6 - Um casal? 


O casal mais bonito da literatura até hoje continua sendo Baltazar e Blimunda de Memorial do Convento. A história de amor desses dois é tão linda, tão poética e verdadeira que tenho vontade de chorar quando lembro. 

7 - Dois vilões? (pode ser dois que você goste ou não) 


Nossa... Outra perguntinha ó... complicada... Não sou de ficar do lado de vilões não, e geralmente eles não me marcam, só irritam mesmo, contudo, vamos lá: detesto o Magico de Oz de Maligna, o cara é um babaca, a síntese de toda uma sociedade machista, extremista e egocêntrica, nojo. E também a personagem Deolinda de Beltane, livro nacional maravilhoso, mas essa personagem é a pessoa mais detestável por causa de seu preconceito e por dopar a protagonista para que esta fosse mais "dócil"... Um nojo dois. 

8 - Um personagem que você mataria ou tiraria do livro 


Ah, eu acho que não dá para fazer isso porque desse modo a história não seria mais a mesma, perderia sua essência apesar de que Desejo é uma criaturinha detestável no mundo de Sandman... 

9 - Se você pudesse viver em um livro, qual seria? 


Ah, Harry Potter, claro! MENTIRA! hahaha Eu adoraria viver no Mundo Atrás do Espelho da saga Reckeless 

10 - Qual o seu maior livro e qual o menor? 



Eita que preguiça de fuçar na estante.... Peraí... O maior livro é As Crônicas de Nárnia - volume único, com 750 páginas e o menor é Cantigas de Adolescer, com 50 páginas.



Ufa. Essa tag foi bem desafiadora né. Não vou marcar ninguém, mas se quiserem respondê-la, fiquem à vontade e divirtam-se. Se tiverem mais tags, mandem para mim.  =) 



.9 de abril de 2018

[SANDMAN] - Convergência e Vidas Breves

 "Nunca confie no contador de histórias. Só acredite na história."

Sim, eu sou compulsiva mesmo, gente, e já devorei dois outros arcos de Sandman, mas, em minha defesa, esses foram os melhores para mim. Toda a intertextualidade, reflexão e, pasmem, tiradas engraçadas me conquistaram de verdade e agora não vejo a hora de ler os próximos!


Em Convergência temos um dos melhores arcos de histórias aleatórias até aqui. Acompanhamos três narrativas, sendo elas: A caçada, na qual conhecemos um pouco a respeito do folclore russo através das aventuras de um lobisomem...; Regiões Brandas mostra-nos um jovem Marco Polo perdido em um deserto entre o mundo real e o Sonhar, entre passado, presente e futuro...; O Parlamento das Gralhas traz o pequeno Daniel Hall visitando os domínios de Morpheus e ouvindo alguns contos narrados por seus habitantes: Caim, Abel e Eva... esta última conta a melhor, falando sobre a criação da Mulher e garantindo a presença da Deusa Tríplice, pois não seria Sandman sem elas não é mesmo? 
Como dito lá em cima, adorei a intertextualidade presente nessas hqs e a convergência estar no fato de todas transitarem entre o mundo real e o fantástico. Com certeza, lerei de novo futuramente. 



Em Vidas Breves temos a continuação da cronologia de Sandman. Tudo começa quando Delírio, a caçula dos Perpétuos, decide procurar por Destruição, irmão que abandonou suas funções e sumiu no mundo. Ela pede ajuda a Desejo e Desespero, ambas negam, logo, ela voltasse a Sonho, mesmo tendo receio e até medo dele. Contrariando todas expectativas, ele aceita participar da busca, não pelo irmão, e sim para curar um pé na bunda dado por uma pessoa desconhecida para nós. 
Os irmãos viajam por nosso mundo e encontram, ou tentam encontrar alguns amigos de Destruição (uns com seus bons 15 mil anos de idade...)  em busca de pistas de seu paradeiro, contudo, eles estão morrendo! E isso deixa Morpheus bem ressabiado... 
Adorei esse arco! A forma como as relações familiares dos Perpétuos são exploradas é muito tocante. Delírio é uma personagem tão bonita e sintetiza mesmo a história da humanidade... 
Os motivos que levaram Destruição a abandonar seu cargo são plausíveis e nos fazem refletir sobre todo o dano que nós causamos ao planeta e a nós mesmos, entretanto, nem só de reflexão e melancolia faz-se Vidas Breves; há muitas piadinhas e momentos engraçados e fofos ao longo de seus nove capítulos.

                           "Seja caridoso com suas virtudes. Seja um pouco cego com seus erros."

A arte desse arco especificamente está muito bonita mesmo e ficou a cargo da incrível Jill Thompson, sério, gente, os quadros estão lindos. 
Outro ponto interessante é o modo como o autor nos mostra que para todos nós, independente do quanto vivemos, sempre achamos serem breves as nossas vidas e talvez elas sejam mesmo... Portanto, vamos aproveitá-las ao máximo! 
Não vejo a hora de continuar a leitura dos próximos arcos, pois, ao final de sua busca, Morpheus faz algo, digamos, imperdoável e não ficará impune... 


.6 de abril de 2018

[LISTA] - 5 Distopias Clássicas

Olá, pessoal! 
Mais uma lista sobre outro gênero literário adorado: distopia clássica. Antes, uma pequena explicação: 



Distopia é um contraponto a Utopia - sociedade perfeita na qual a organização social dá certo e todos são felizes e prósperos, em tese. Logo, uma distopia sempre nos mostra uma sociedade "organizada", mas de uma maneira nada satisfatória para a população, tendo quase sempre a presença do Totalitarismo como sistema de governo. 

Sabendo disso, se você gosta de histórias sobre organizações sociais futuristas que não deram certo, só leu as versões teen, ou ainda não conhece esse gênero incrível, anote esses títulos! Você vai gostar com certeza. 


1984 - Até poucos anos, essa foi a minha distopia clássica favorita, afinal, foi a primeira que li e não podemos negar sua influência até hoje ( o programa Big Brother está ai como prova...) Aqui, conhecemos uma sociedade na qual cada passo seu é vigiado pelo governo através de câmeras e televisores ligados 24 horas em todos os lugares, incluindo todos os cômodos das casas das pessoas...







Admirável Mundo Novo - Um amigo me indicou o livro anterior e o contrário aconteceu nesse, mas eu sou teimosa e curiosa e essas características me levaram a leitura de uma incrível narrativa de experimentos genéticos e produção em massa de seres humanos. Somos agora gerados em laboratório e desde o estágio embrionário somos condicionados a aceitar uma posição social específica, tendo muita injustiça social nisso, contudo, parece que com um desses embriões isso não deu muito certo... 

Leia a resenha clicando aqui




Fahrenheit 451 - Nesse livro, os bombeiros não apagam o fogo, eles queimam livros! Enquanto as pessoas comuns passam horas e horas em frente  a uma versão do que hoje conhecemos como "smart tv", outros tentam resistir a essa alienação... 

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Laranja Mecânica - Muitos não percebem, mas esse livro é uma distopia e critica não apenas a ultra violência dos jovens, mas também os abusos do governo vigente. 

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A Máquina do Tempo - Não gostei muito dessa, contudo, há quem goste de H.G.Wells e talvez não saiba ser a história do Viajante do Tempo uma distopia, na qual somos transportados ao ano de 802.701 e a humanidade agora é dividida em duas raças: os elóis (belos que só pensam em diversão) e os morlocks (feios e muito inteligentes). Se você conseguir ultrapassar a barreira da escrita morna do autor, vai se banquetear com a saraivada de crítica social que ele traz. 

Leia a resenha clicando aqui.




Então é isso, gente, quem acompanha o blog sabe que eu adoro crítica social e reflexão e isso é exatamente o que encontramos nas distopias clássicas de uma maneira mais profunda e questionadora. Espero que vocês leiam essas obras e gostem e aprendam com elas. Se você conhece ou já leu outras distopias clássicas, me conta! =) 
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