.24 de julho de 2017

Presentes Literários

Oi, gente! Hoje, quero compartilhar com vocês alguns livros que ganhei do Samuel ao longo desses oito meses juntos, sim, esse Samuel é o mesmo das resenhas super detalhadas e bem escritas que dá gosto de ler. 
No fim de semana passado, nós percebemos que ele praticamente me deu um livro para cada mês que estamos juntos e eu ainda não tinha tirado foto nem postado nada a respeito, então, quero deixar esses presentes registrados aqui, além da minha eterna gratidão por esse menino pensar em mim com tanto carinho. Obrigada!!! 

Os primeiros foram em datas comemorativas, Natal e o meu aniversário, respectivamente: 

Esse pretendo ler em Outubro. 
Esse, lerei só no ano que vem, porque a TBR desse ano já está em andamento.



Os próximos não foram bem presentes... Estávamos na casa do Samuel e a mãe dele estava arrumando o quarto e abriu uma caixa e nessa caixa encontrei esses dois livros, eles não queriam mais, então, falei: posso levar? O que meu amor disse? "São seus". 




Esses outros foram presentes sim e sem data, sabe? O namorado simplesmente sabe que eu amo ler, sabe que quero melhorar meu inglês, sabe que, enfim, a menina é professora, e decidiu me dar esses títulos: 

Livros para a professora... 

Livros para menina treinar o inglês *____* 



Como menção honrosa, trouxe também o livro Beltane que comprei no começo do ano, em fevereiro, acho, e pretendo ler em 2018: 


Então é isso, gente! Caso conheçam alguns desses livros, ou todos, me digam nos comentários o que acharam deles =) 

.21 de julho de 2017

O quarto de Jacob - Virgínia Woolf



Publicado em 1922, O quarto de Jacob foi o primeiro livro da autora publicado por sua editora a Hogarth Press, sendo esse um marco em sua carreira, visto que esta é a primeira obra com o tão característico estilo de Woolf. 
Não traz exatamente uma "história" como estamos acostumados, pois o protagonista não tem grandes reviravoltas em sua vida e nem é alguém que tem algo diferente em si, ou envolvida em uma grande obra, ou coisa que o valha, ele é apenas um homem comum, nada mais que isso. 
A narrativa acompanha Jacob, esse rapaz inglês de vida medíocre e pacata, bem comum como a vida de todos nós é. Do começo até metade do livro tudo o que sabemos a respeito dele vem de impressões de terceiros, o que eles pensam do rapaz e como interagem com ele. Na vida adulta, passamos a ter acesso a alguns de seus pensamentos referentes a amantes e amores, mas nada muito aprofundado, até porque ele mesmo não dá grande valor a estes. 
Um ponto interessante é que a mãe de Jacob, Betty Flanders, sempre menosprezou esse filho e nunca lhe deu verdadeira atenção, ou mesmo amor. 
O estilo da narrativa é o indireto livre, ou seja, pensamentos e falas de personagens e narrador se mesclam fazendo com que tenhamos uma dimensão muito mais abrangente de tudo o que está acontecendo, mas isso pode ser um pouco confuso para quem não está acostumado. 
Sinceramente, não gostei dessa leitura, porque não vi grande relevância na história e não consegui me identificar com nenhuma das personagens, ou com seus pensamentos. Reconheço a importância desse e de vários dos romances de Woolf, mas não consegui me cativar por esta leitura, então, não posso recomendá-la. 
Se você já leu esse, ou outros romances de Virgínia Woolf, escreva nos comentários o que você achou deles, se gostou ou não, enfim, não gostaria de desistir das narrativas dela... 

.18 de julho de 2017

[TAG ORIGINAL] 200 ANOS DE JANE AUSTEN

Olá, pessoal! Esse ano temos o aniversário de 200 anos da morte de uma das autoras mais incríveis da história da Literatura Ocidental, nossa querida Jane Austen!! 
Quem acompanha o blog sabe que no ano passado li quase todos os livros dessa autora e adorei a maioria deles e criei uma lista com algumas leituras complementares que vocês podem ver aqui e agora em homenagem a essas leituras incríveis decidi criar uma tag, porque também adoro respondê-las e espero que vocês gostem. Então, vamos lá: 

Orgulho e Preconceito 
Uma história cheia de personagens cativantes.


O que dizer desse livro, ou de qualquer romance de costumes de Jorge Amado? Dona Flor foi uma das leituras mais divertidas desse ano e suas personagens ficaram muito bem guardadas em minha memória *___*

Mansfield Park 
Um livro no qual a leitura infelizmente não "rendeu".


Esse livro é muito estranho... Como o próprio título diz trata-se de uma coletânea de contos eróticos, mas, sinceramente, não consegui lê-los até o fim porque muitas dessas narrativas eram brutais demais para o meu gosto, algo que fica ainda pior quando você já tinha lido o prefácio do livro e viu que a autora escreveu todas essas histórias a mando de um cliente específico... 

Emma 
Uma história que você não esperava muito e se surpreendeu positivamente. 


Esse livro é, simplesmente, fantástico!! Uma das melhores histórias de fantasia que já li em minha vida. Nossa, como eu adoro a Yelena e toda a trajetória dela, leitura mais que recomendada ^^ 

Northanger Abbey 
Um romance que prometeu uma história e contou outra


Nesse caso, o livro promete um romance erótico, mas a história é tão mal escrita e as personagens são tão infantilizadas que é muito estranho... Dá vontade de rir toda vez que me lembro de alguma cena de sexo ou romance nesse livro, porque é muito ruim, sério. Chego a conclusão de que não curto muito narrativas eróticas... =O

Persuasão 
Um livro melancólico. 


Nossa, como esse livro é triste, gente do céu, a narrativa inteira é permeada pela angústia e remorso da narradora e protagonista, é muito difícil, mas é uma leitura recompensadora. 

Lady Susan 
Um livro com uma protagonista in-su-por-tá-vel. 


Para mim, quase todas as personagens de Eça de Queirós são insuportáveis, mas Amaro e companhia superam em anos luz todas as outras. Esse livro é muito bem escrito, é tão bem escrito que você realmente detesta todos que estão insertos nele, algo que,acredito, foi a intenção do autor. 

Jack e Alice
Uma história divertida, mas que você não se identificou muito. 


Não me entendam mal... Não é que eu não tenha gostado desse livro, a história é muito legal e divertida, foi uma experiência interessante, o conteúdo é muito bom, mas a estrutura da narrativa foi bem chata de se acompanhar... Sinceramente, acho que se esse livro fosse voltado para o público adulto, seria melhor. 

Então é isso! As regrinhas dessa tag são bem simples: coloque o link do blog que te marcou e marque outros cinco para respondê-la. Deixem nos comentários os links de vocês para que eu possa lê-las. Meus indicados são:

Lapso de Leitura 
Nuvem de Novembro 
Cantar em Verso 
Torpor Niilista
Segredos Literários

.15 de julho de 2017

Histórias de Alexandre - Graciliano Ramos




Nem só de seriedade e crítica social se sustenta a produção literária do querido Graciliano Ramos, ainda bem, pois ganhamos esse lindo e singelo exemplar infanto-juvenil que pode ser lido por todos. 
Histórias de Alexandre, publicado em 1944, traz uma coletânea de contos e pequenas histórias contadas por Alexandre, um senhor típico do sertão que reúne alguns amigos ao seu redor e narra suas diversas "aventuras", aumentando um pouco o conteúdo delas, se é que vocês me entendem... 
Cada um dos contos mostra um episódio da vida dessa personagem sempre com muito bom humor e é muito fácil interagir com todos ali, pois há as pessoas crédulas que acreditam em tudo sem pestanejar, aquela que ajuda na "veracidade" da história e o descrente que está sempre procurando uma falha nas narrativas. 
Enfim, esse livro é muito divertido e a leitura é bem rápida e fluída, ressalto também a edição que li da Record é muito bonita com ilustrações belíssimas que nos transportam bem para a atmosfera das narrativas. Recomendo a todos que queiram passar o tempo contemplando o folclore de nosso país e nossos costumes. Vale muito a pena! 


.12 de julho de 2017

[FILME] A Onda - Die Welle


Desde o ano passado, um colega de trabalho me falava a respeito desse filme, mas eu nunca dera grande atenção a ele até que, no dia 04/07, o Samuel disse: - Vamos ver um filme? - e ai pensei - Por que não esse? - E aquilo que parecia ser um tiro no escuro, tornou-se uma experiência incrível e rendeu altas conversas filosóficas entre nós... 
Die Welle é uma produção alemã, lançada em 2008 direto para televisão, e conta a história de uma turma de ensino médio aprendendo, em um projeto escolar, o que é autocracia.
Rainer Wenger é um professor de Educação Física e Sociologia, o típico profissional adorado pelos alunos por seu estilo bad boy e vilipendiado pelos colegas por causa disso e durante uma semana temática pretendia trabalhar a ANARQUIA com seus alunos, porém fica com AUTOCRACIA, algo que o desmotiva um pouco. 

Nosso amigo Google diz que Autocracia é "poder ilimitado e absoluto", "regime em que o governante detém esse poder".


Mas vendo o interesse dos alunos, Rainer decidiu fazer um "experimento social" com eles criando um sistema autocrático no microcosmos da sala de aula. Ao longo da produção, vemos como esses jovens vão lidar com essas mudanças que modificarão também suas vidas pessoais. 

A Onda foi o nome escolhido pelos próprios alunos para esse novo "sistema" ao qual eles fazem parte. 

Nós, espectadores, também teremos a oportunidade de ver uma espécie de metonímia acontecendo na tela, mostrando-nos como funciona, de fato, a instauração de uma autocracia. Como dito acima, não imaginávamos que o filme fosse tão dramático e reflexivo. Não vou dar detalhes, porque o interessante é ver o desenrolar dos acontecimentos pela primeira vez, de verdade, essa experiência será incrível e se você nunca se interessou por política ou engenharia social, vai começar... 
A trilha sonora do longa e as atuações são muito boas e nos colocam cada vez mais perto do contexto da narrativa. Uma informação curiosa é que esse filme foi baseado em um livro homônimo e em um experimento social real feito por um professor norte-americano em 1981. 
Com certeza, esse longa mudou minha visão de mundo acerca de nossa sociedade, acredito que todo mundo deveria vê-lo e se você for educador, como eu, apresente-o a seus alunos e discuta com eles, vai valer a pena. 


.9 de julho de 2017

Hegel em 90 minutos - Paul Strathern



Voltamos aos livros da série 90 minutos de Paul Strathern! 

Quem estudou Letras, ou gosta de ler teoria literária, com certeza, ao deparar-se com o movimento romântico, ouviu o nome de Hegel em algum momento e ficou curioso, pelo menos, eu sempre fiquei, com a filosofia criada por ele e a influência dela. 
Então, Hegel, o criador da dialética, para quem não sabe, a dialética é um modo de se organizar e sistematizar o pensamento, qualquer tipo de pensamento. Confesso que ao ler a mini biografia de Schopenhauer, fiquei com a impressão de que Hegel fosse um galã, aquele tipo de professor universitário que faz todos os alunos pararem para admirá-lo e, na verdade, ele era um cara bem comum, bem comum mesmo, de origem simples, sem grandes pretensões na vida, mas como disse Paul Strathern, caiu no gosto do povo: 

[...] "Sua filosofia atendia a todas as exigências da época. A disciplina e a ordem, a crença no trabalho por amor ao trabalho, o caráter aperfeiçoador do sofrimento, a fé em um sistema rígido cujos alicerces metafísicos permaneciam além de toda a compreensão." [...]

Para quem não leu as outras resenhas, a série 90 minutos se propõe a apresentar alguns grandes nomes da Filosofia mundial de maneira bem resumida e objetiva, como o próprio título já diz, logo, se você procura por informações específicas, ou mesmo pela obra do autor em si, esse livro não é para você. Indico essa leitura a todos aqueles que, como eu, são curiosos com alguns pensadores, mas ainda não tiveram oportunidade (aqui entende-se tempo, dinheiro mesmo para adquirir os livros, ou coragem) de ler suas obras, logo, os livros de Strathern podem mostrar se aquele pensamento filosófico que tanto te fascina condiz mesmo com o seu próprio pensamento e assim você embarca mais confiante nessas leituras específicas, ou você pode só guardar essas informações para mais tarde (risos). 
Enfim, de todos os livros desse estilo que li até agora, o de Hegel foi o mais "fraco" e o menos interessante, não sei bem o porquê, mas não me empolguei tanto com as obras desse autor e seu pensamento. 

.6 de julho de 2017

As aventuras do bom soldado Svejk - Jaroslav Hasek



Esse livro eu vi em uma lista feita no antigo blog de uma parceira nossa, o Literaliza, não sei se o novo layout dela mantém as listas, mas gostei do título e vi alguns vídeos a respeito dele no canal Livrada! e decidi lê-lo por impulso, pois é, eu e meus impulsos, caras... 
Escrito por Jaroslav Hasek alguns anos após a Primeira Guerra Mundial, As aventuras do bom soldado Svejk traz uma visão completamente diversa da escrita tcheca popularizada por Kafka. 
A obra fala de maneira bem humorada, satírica e até mesmo burlesca a incursão da personagem-título a esse primeiro grande conflito de proporções globais. 
Em seu tempo, o texto foi considerado blasfemo e imoral, pois mostra de maneira bem ácida e crítica todas as formas de corrupção social. A cada página existe uma piada diferente desacreditando todas as histórias de louvores da Guerra e suas motivações. 
Por causa de tudo isso, o autor encontrou muitas dificuldades para publicar o livro e o fez de forma independente, usando sua língua materna, algo bem inovador, visto que todos os autores do período escreviam em alemão, considerada uma língua culta e elitizada. 
Sinceramente, o começo da história foi interessante, porém as descrições demasiadas passaram a me cansar e terminei a leitura com uma frustração imensa, até porque não há final nessa narrativa, pois o autor morreu antes de concluí-la... 
Para aqueles que conhecem Forrest Gump, Svejk será muito semelhante e você pode até sentir que este foi, com certeza, a inspiração para Forrest, no entanto, a narrativa de Hasek é muito cansativa, diferente da outra que é rápida e menos descritiva. 
Enfim, acredito ser essa obra recomendável para pessoas que adoram clássicos, sátiras e descrições muito detalhadas, como não me encaixo nesse último quesito, As aventuras do bom soldado Svejk deixou muito a desejar... 
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